quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Cresce mercado para geólogos

| Michelle Aisenberg | Exame - via AEPET | 30/07/2012  |

Empresas de mineração, petróleo e gás estão contratando geólogos, mas a ascensão profissional depende de constante qualificação técnica

São Paulo - A exploração de novas minas e o crescimento do setor de petróleo no Brasil fizeram aumentar a procura por geólogos no último ano. o problema é que o profissional que o mercado busca — experiente e dono de conhecimento técnico aprofundado — não existe em número suficiente. "A grande questão é que é necessária muita especialização", diz Adriana Caixeta, gerente de recrutamento da Michael Page do Rio de Janeiro.

Por causa disso, não funciona com geólogos a estratégia de pescar recém-formados e colocá-los para aprender na prática, tão comum em outras profissões. Como resultado, os mais procurados e cobrados têm entre 30 e 35 anos. "Eles se formaram há dez anos, têm experiência no mercado e já partiram para uma especialização acadêmica", diz Adriana.

Para se manter valorizado, o geólogo deve melhorar a formação, se possível no exterior. "Para cada terreno há um tipo de tecnologia diferente de exploração e por isso é importante ficar por dentro do que acontece na Europa, nos Estados Unidos e, principalmente, no Oriente Médio", afirma Bruno Fonseca, líder da área de óleo e gás da empresa de recrutamento Hays.

"Você nunca pode parar de estudar. Mestrado, doutorado, pós-doutorado, troca de experiência com profissionais de outros países e constante conexão com as tecnologias estrangeiras são fundamentais para permanecer competitivo", diz Rogério Santos, professor de Geofísica de Petróleo na Universidade Federal Fluminense (UFF) e consultor técnico da Petrobras. "Por isso, nesse mercado, é importante trabalhar em uma empresa que invista na formação de seus profissionais."

Com perfil bastante técnico, reservado e mais individualista, o geólogo que deseja aproveitar o momento e encaminhar sua carreira precisa estar conectado. "Esse é um mercado de relacionamento. Os profissionais dificilmente se candidatam a alguma vaga. A maioria das contratações é fechada por meio de indicação", diz Adriana, da Michael Page.

A boa notícia é que o campo de trabalho é tão restrito que praticamente todo mundo se conhece. "O geólogo hoje tem de conhecer as pessoas da área que possam indicá-lo para oportunidades que aparecem", conta Adriana.

Para quem está entrando no mercado, Rogério prevê dificuldade em conseguir o primeiro emprego e a competição com alguns profissionais estrangeiros mais preparados, que, fugindo da crise na Europa e nos Estados Unidos, têm buscado emprego no Brasil. "Não adianta se iludir achando que está pronto e parar no tempo. A concorrência é muito pesada", afirma Rogério, que vê a capacidade de absorver tantas informações como o principal trunfo da geração mais nova de geólogos. Luana Medeiros, de 28 anos, se formou há cinco pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Depois de oito meses de formada, sem conhecer ninguém e com um currículo de uma folha, resolveu ir para o Rio de Janeiro, por conta própria, bater na porta das empresas. "O início é complicado. Ninguém o conhece, você não tem uma área específica de atuação. Mas descobri que as companhias sempre querem contratar alguém para treinar", diz. Após muita procura, Luana encontrou uma vaga na PGP, consultoria que prestava serviço e em seguida foi comprada pela Vale.

Trabalhou por três anos em diferentes projetos, fez sua primeira viagem ao exterior e diversos cursos no Brasil, até ser indicada para a Queiroz Galvão Petróleo, no Rio de Janeiro. "O mundo da Geologia é muito pequeno, as pessoas vivem pedindo indicação umas às outras", diz. A decisão de sair da Vale foi calculada. "Eu queria migrar para uma operadora de petróleo."

Há sete meses no novo emprego, Luana já fez três cursos de Análise de Risco e Petrofísica e pretende começar o mestrado ainda no primeiro semestre. "Estou me sentindo atrasada. Na Geologia, os cursos que fiz são equivalentes a uma graduação, todo mundo já fez", brinca.

Certa da área em que pretende se especializar e ciente da velocidade que esse mercado demanda para os profissionais mais jovens, ela já pensa nos passos que precisa dar adiante. "Esse é o meu caminho. Agora é correr."

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Mesa-redonda "O novo marco regulatório da mineração no Brasil: óbices e desafios"

A ABG tem a satisfação de convidar todos os colegas e a sociedade em geral para a mesa-redonda O novo marco regulatório da mineração no Brasil: óbices e desafios que discutirá os principais aspectos da nova regulamentação neste dia 24 de agosto, das 14h00 às 18h00.

O evento se realizará no auditório do Museu Geológico da Bahia, na Avenida Sete de Setembro nº 2195, Corredor da Vitória, Salvador.

Nosso objetivo é informar a população, em especial a comunidade mineradora, a respeito das novas regras do novo marco regulatório do setor, que ainda será enviado ao Congresso Nacional. Pela nova legislação, haverá o aumento da atuação governamental na área.

Aguardamos o comparecimento de todos nesse evento que é do interesse de toda população brasileira.
Mesa-redonda
O novo marco regulatório da mineração no Brasil: óbices e desafios
24 de agosto de 2012
14h00 às 18h00
Museu Geológico da Bahia
Avenida Sete de Setembro nº 2195
Corredor da Vitória, Salvador

Baixe aqui o cartaz da mesa-redonda em tamanho A3, formato pdf (Adobe Reader).

Palestrantes:
  • Carlos Nogueira da Costa Júnior
    Secretário adjunto do Ministério de Minas e Energia
  • Elmer Prata Salomão
    Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral
Mediador:
  • Argemiro de Paula Garcia Filho
    Associação Baiana de Geólogos
    Febrageo - Federação Brasileira de Geólogos
Debatedores:
  • Adalberto F. Ribeiro
    (Consultor em Geologia)
  • Luís Maurício Azevedo
    (Sócio-fundador da FFA Legal & Suport for Mining Companies)
  • Deputado Federal Luiz Alberto
    (Comissão de Minas e Energia)
  • Marco Freire
    (FAEMI - Federação das Associações de Engenheiros de minas do Brasil)
  • Teobaldo Rodrigues Júnior
    (Superintendente regional da CPRM - Sureg-BA)
  • Representante do DNPM
    (a confirmar)
  • Representante do IBRAM
    (a confirmar)
Patrocínio:
Mineração Caraíba
Bemisa
Largo Resources
Ferbasa
ABPM
Atlântica Mining
FFA
Apoio:
ABEM
FAEMI
SBG

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Nova mineradora

Com investimento de 1,04 bilhão de reais, a B&A Mineração terá foco no Brasil, América Latina e África

O BTG Pactual confirmou na manhã desta quinta-feira, por meio de fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a associação de sua subsidiária BTG Investments com a AGN Agroindustrial, Projetos e Participações, controlada pelo empresário e ex-presidente da Vale, Roger Agnelli, para explorar minérios.

Para realizar a atividade em conjunto, foi criada uma nova empresa chamada  B&A Mineração, por meio da qual tratarão de oportunidades de investimento no setor de mineração, com foco no Brasil, América Latina e África.

De acordo com o comunicado, a associação envolve uma intenção de investimento no valor correspondente, em reais, a até 520 milhões de dólares, para custear seu plano de negócios, desenvolvimento e expansão orgânica e por aquisições.

Agnelli, que será o presidente de conselho da joint venture batizada de B&A Mineração, disse em entrevista à imprensa nesta quinta-feira que a sua empresa terá exclusividade com o BTG Pactual em projetos de mineração. Ou seja, todos os projetos de mineração da AGN serão tocados juntamente com o BTG. Agnelli disse que a B&A, empresa fruto da fusão entre as duas empresas, já identificou oportunidades de investimentos.

"As commodities estão em processo de calmaria, mas o ciclo é de longo prazo. Os olhos estão no longo prazo. É um período para aproveitar as oportunidades", disse. Os investimentos estarão mais concentrados no Brasil e África. Segundo Carlos Fonseca, do BTG, a empresa já nasce com projetos acontecendo. Já o CEO, Eduardo Ledsham, disse que a nova companhia está aberta a "qualquer modelo de negócios".

A associação permite ao BTG Pactual entrar no setor de mineração após ter se envolvido nos últimos três anos em projetos que em sua maioria eram relacionados ao crescente setor de bens de consumo do Brasil. A unidade de participações do BTG Pactual vai representar os interesses do banco na B&A.

"Acreditamos no enorme potencial de riqueza de recursos naturais que a América Latina tem", declarou Agnelli no comunicado conjunto. "Vamos tentar desenvolver atividades inovadoras e ambientalmente sustentáveis", acrescentou.

De acordo com Ledsham, a empresa também está interessada em operar em projetos de titânio. O executivo destacou que há janelas de oportunidades e no momento a B&A está "escaneando" negócios. Em um primeiro momento, a nova empresa vai buscar projetos de pequeno e médio porte. "Estamos abertos para conversar sobre parcerias", disse.

A expectativa é de que os primeiros projetos da B&A entrem em operação no prazo de três a cinco anos. Segundo Ledsham, os olhares da nova empresa estão voltados para ativos disponíveis na África, onde há disponibilidades de ativos com custos melhores. Na região, o executivo destacou que os desafios envolvem logística, deficitária no local. "Parcerias em mineração e logística são fundamentais", disse Ledsham. Segundo Agnelli, a "África não é futuro, é presente".

A B&A já possui parceria firmada com a empresa Rio Verde, que atua na área de fertilizantes no Brasil e a fabricante de cobre chilena Cuprum, que deverá operar a partir de 2014. Apesar de grande parte do aporte inicial da companhia ser do BTG, o controle da empresa será 50% do BTG e 50% da AGN.

Carlos Fonseca, sócio do BTG Pactual destacou que este momento de crise é interessante para buscar investimentos. "O capital para investimento está relativamente restrito", disse ele, destacando que a B&A Mineração nasce com o objetivo de investir 1,04 bilhão de reais.

O banco com sede em São Paulo assessorou mineradoras durante anos em operações de compra e mercados de capital no Brasil e no exterior.

| Veja e Reuters | 12/7/2012 |
http://veja.abril.com.br/noticia/economia/btg-se-associa-com-roger-agnelli-para-criar-a-b-a-mineracao
http://br.reuters.com/article/topNews/idBRSPE86B04G20120712

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Mulheres ganham espaço na mineração

Mão de obra feminina na Vale cresce 28% em 2011; elas são 12,3% dos funcionários da maior mineradora do país. Com avanço da tecnologia, estigma do setor como trabalho somente para homens vai ficando para trás

| Pedro Soares | Rio, 8/7/2012  | Folha de S.Paulo |

Quando ingressou no curso de engenharia de minas, na Universidade Federal da Paraíba, Lúcia Oliveira, 36, tinha duas colegas de turma, mas foi a única mulher a receber o diploma.

Da Paraíba, mudou-se para o Pará e, há dez anos, empregou-se num projeto de cobre da Vale, onde hoje é gerente de planejamento de mina, com uma equipe de 53 pessoas - 90% homens.

De lá para cá, ela conta que a realidade mudou muito: o estigma da mineração como um trabalho exclusivamente masculino começa a cair por terra e mais e mais mulheres buscam um emprego no setor. "Tinha até o mito que mulher dava azar em mina. Isso já não existe mais."

Em 2011, a força de trabalho feminina da Vale cresceu 28%, acima da expansão total do número de empregados (7,4%). Apesar de ganharem espaço nos quadros da empresa, elas ainda representem só 12,3% do total -em 2009, eram 10%.

O crescimento ocorreu em todas as categorias profissionais, inclusive em cargos de gerência e mesmo nos de operação. Um exemplo é da operadora de motoniveladora (equipamento pesado que nivela o solo) Leidiane Fernandez, 30.

"Sempre gostei de dirigir caminhões. Comecei com caminhão-caçamba e fiz treinamento para outras máquinas. Mas confesso que fui atraída também pelos melhores salários e pela estabilidade no emprego", afirma ela, cuja meta é dirigir os imensos caminhões-fora-de-estrada, usados para movimentar volumes gigantescos de terra em minas a céu aberto.

Para o consultor José Mendo, o avanço tecnológico e a automação dos equipamentos abriram espaço para as mulheres na mineração. "Os sistemas são hidráulicos ou computadorizados. Antes, só um homem forte conseguia manobrar um caminhão."
Mendo diz que o fato de os salários na mineração serem mais altos do que em outras ocupações típicas de mulheres (como as de comércio e serviços) também atrai o público feminino.

Até agora, diz a Vale, o crescimento da presença feminina na companhia foi espontâneo. Mas a mineradora começa a trabalhar num programa para qualificar e ampliar a mão de obra feminina.

PRESIDÊNCIA GLOBAL

A Anglo American já faz isso e contabiliza 37% de mulheres entre seus empregados na área de minério de ferro no país. No mundo, elas são 14% da força de trabalho da companhia -a mais "célebre" é a presidente global, Cynthia Carroll.

Em 2013, quando o projeto Minas-Rio (mina, mineroduto e terminal portuário no porto do Açu, norte fluminense) entrar em operação, a companhia pretende contratar mais 300 mulheres, das 1.200 vagas previstas.

"O objetivo é mapear, atrair e manter a mão de obra feminina. Preferimos mulheres para cargos como o de operador de usina de beneficiamento e soldador. Elas têm mais habilidades manuais e uma atenção mais concentrada do que a dos homens", afirma a gerente de RH do projeto, Claudiana Silva.

A operadora Leidiane, sentada no comando da motoniveladora.
Leidiane Fernandes, operadora de motoniveladora
na mina de Tamanduã, explorada pela Vale em Nova Lima (MG)
FRASES

"Tinha até o mito que mulher dava azar em mina. Isso já não existe mais"
Lúcia Oliveira, 36, gerente de planejamento de mina
"Sempre gostei de caminhões. Fui atraída também pelos melhores salários e pela estabilidade no emprego"
Leidiane Fernandez, 30, operadora de motoniveladora

Gráficos mostram a evolução do trabalho feminino na Vale.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1116928-mulheres-ganham-espaco-na-mineracao.shtml

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Um brinde on the rocks

Geólogo Julius Heinerici - Dia do Geólogo - 30/5/2012

Um copo de whiskey on the rocks - mesmo.

É comum associarem grandes fenômenos da natureza ao quotidiano: "terremoto financeiro", "tsunami nas Bolsas". Não é para menos, são eventos tão importantes e com tantas consequências para as pessoas que todos conhecem, se assustam, respeitam.

Para nós, geocientistas, são eventos naturais, que ocorreram e vão ocorrer milhares de vezes na história geológica. Nós podemos apontar com o dedo na sísmica, nos afloramentos, nos testemunhos - em várias escalas - o efeito de um destes fenômenos. Então, sabemos que são naturais, sabemos explicá-los.

Nós, geólogos, entendemos que nossa origem é em um mesmo continente e somos filhos da mesma Eva Mitocondrial. Sabemos que o Homo, ao se tornar erectus, pode ver melhor e conhecer melhor as condições ambientais e, com isto, tirar proveito para se deslocar e se destacar entre os mamíferos, se tornar o sapiens para evoluir, criar coisas fantásticas na Engenharia, na Arquitetura, na Medicina, nas Artes.

E este Homo sapiens se torna tão inteligente que se perde no seu ego e na sua insaciedade e passa a não respeitar os seres vivos (inclusive ele mesmo) e começa a aparecer o "Homo gananciosus".

Por isso, movimentos para chamar a atenção para os exageros se tornam importantes. Aparecem os movimentos ecológicos: Salve o Planeta! Nós, como naturalistas, temos que dar força. Sabemos que movimentos são educativos, importantes, mas cá para nós, o planeta continuará seu ciclo inexorável sem se incomodar com o que o sapiens está fazendo. E os continentes vão se movendo, o "sertão vai virar mar... o mar vai virar sertão", é só uma questão de tempo, geológico. E no futuro alguém vai olhar a nossa história registrada em uma camada guia muito rica, muito representativa na historia dos seres vivos. E segue o fluxo: no futuro vamos ter um supercontinente, outro Pangea, por pouco tempo, haverá outras glaciações, virão os granitos, as metamórficas, os sedimentos e começará tudo de novo, sucessivamente.

O movimento mundial Rio + 20 é necessário para conscientizar o ser humano de seus exageros. Depois virá o Rio + 40, Rio + 80... Mas o planeta com seus mais de 6 bilhões de anos de idade, terá o Geo + 6, Geo + 12... independente de tudo.

Então é isso - ser geólogo é estudar a natureza, entender o passado, apreciar o presente e apontar o futuro. É usar as ciências disponíveis, da Física à Química, da Astronomia à Microbiologia, correlacionando as diversas ferramentas e integrando informações e debatendo muito. Ser geólogo significa ter cabeça preparada para a imaginação, ter paciência para montar os quebra-cabeças geológicos, persistências para repetir tantas vezes quanto necessário um projeto para que se obtenha sucesso; é ter capacidade para integrar as ciências e ferramentas. É acreditar, viver com otimismo, diletantemente e apaixonado pela Geologia, pela vida.

Com muito orgulho, aproveito este dia para celebrar, enviando o meu abraço aos amigos e colegas Geólogos, Geofísicos, Geocientistas.

PARABÉNS PELO DIA DO GEÓLOGO!

Um brinde on the rocks!

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Carta aberta à presidente Dilma: aquecimento global questionado

Dezoito cientistas brasileiros, dentre os quais, sete geólogos, enviaram carta à Presidente Dilma questionando a tese do aquecimento global ser antropogênico e apontando linhas de atuação. Dentre as assinaturas, a colega Angélica, ex-presidente da ABG no período 2005-2007.

Material enviado à lista de discussão da Febrageo pelo colega Ivam Zanette.

Carta aberta à presidente Dilma Rousseff

Mudanças climáticas: hora de recobrar o bom senso

Exma. Sra. Dilma Vana Rousseff
Presidente da República Federativa do Brasil

Excelentíssima Senhora Presidente:

Em uma recente reunião do Fórum Brasileiro de Mudanças Climáticas, a senhora afirmou que a fantasia não tem lugar nas discussões sobre um novo paradigma de crescimento - do qual a humanidade necessita, com urgência, para proporcionar a extensão dos benefícios do conhecimento a todas as sociedades do planeta. Na mesma ocasião, a senhora assinalou que o debate sobre o desenvolvimento sustentado precisa ser pautado pelo direito dos povos ao progresso, com o devido fundamento científico.

Assim sendo, permita-nos complementar tais formulações, destacando o fato de que as discussões sobre o tema central da agenda ambiental, as mudanças climáticas, têm sido pautadas, predominantemente, por motivações ideológicas, políticas, acadêmicas e econômicas restritas. Isto as têm afastado, não apenas dos princípios basilares da prática científica, como também dos interesses maiores das sociedades de todo o mundo, inclusive a brasileira. Por isso, apresentamos-lhe as considerações a seguir.

1) Não há evidências físicas da influência humana no clima global:

A despeito de todo o sensacionalismo a respeito, não existe qualquer evidência física observada no mundo real que permita demonstrar que as mudanças climáticas globais, ocorridas desde a revolução industrial do século XVIII, sejam anômalas em relação às ocorridas anteriormente, no passado histórico e geológico - anomalias que, se ocorressem, caracterizariam a influência humana.

Todos os prognósticos que indicam elevações exageradas das temperaturas e dos níveis do mar, nas décadas vindouras, além de outros efeitos negativos atribuídos ao lançamento de compostos de carbono de origem humana (antropogênicos) na atmosfera, baseiam-se em projeções de modelos matemáticos, que constituem apenas simplificações limitadas do sistema climático - e, portanto, não deveriam ser usados para fundamentar políticas públicas e estratégias de longo alcance e com grandes impactos socioeconômicos de âmbito global.

A influência humana no clima restringe-se às cidades e seus entornos, em situações específicas de calmarias, sendo estes efeitos bastante conhecidos, mas sem influência em escala planetária. Para que a ação humana no clima global ficasse demonstrada, seria preciso que, nos últimos dois séculos, estivessem ocorrendo níveis inusitadamente altos de temperaturas e níveis do mar e, principalmente, que as suas taxas de variação (gradientes) fossem superiores às verificadas anteriormente.

O relatório de 2007 do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) registra que, no período 1850-2000, as temperaturas aumentaram 0,74°C, e que, entre 1870 e 2000, os níveis do mar subiram 0,2 m.

Ora, ao longo do Holoceno, a época geológica correspondente aos últimos 12.000 anos em que a civilização tem existido, houve diversos períodos com temperaturas mais altas que as atuais. No Holoceno Médio, há 5.000-6.000 anos, as temperaturas médias chegaram a ser 2-3°C superiores às atuais, enquanto os níveis do mar atingiam até 3 metros acima do atual. Igualmente, nos períodos quentes conhecidos como Minoano (1500-1200 a.C.), Romano (séc. VI a.C.-V d.C.) e Medieval (séc. X-XIII d.C.), as temperaturas atingiram mais de 1°C acima das atuais.

Quanto às taxas de variação desses indicadores, não se observa qualquer aceleração anormal delas nos últimos dois séculos. Ao contrário, nos últimos 20.000 anos, desde o início do degelo da última glaciação, houve períodos em que as variações de temperaturas e níveis do mar chegaram a ser uma ordem de grandeza mais rápidas que as verificadas desde o século XIX.

Entre 12.900 e 11.600 anos atrás, no período frio denominado Dryas Recente, as temperaturas caíram cerca de 8°C em menos de 50 anos e, ao término dele, voltaram a subir na mesma proporção, em pouco mais de meio século.

Quanto ao nível do mar, ele subiu cerca de 120 metros, entre 18.000 e 6.000 anos atrás, o que equivale a uma taxa média de 1 metro por século, suficiente para impactar visualmente as gerações sucessivas das populações que habitavam as margens continentais. No período entre 14.650 e 14.300 anos atrás, a elevação foi ainda mais rápida, atingindo cerca de 14 metros em apenas 350 anos - equivalente a 4 m por século.

Por conseguinte, as variações observadas no período da industrialização se enquadram, com muita folga, dentro da faixa de oscilações naturais do clima e, portanto, não podem ser atribuídas ao uso dos combustíveis fósseis ou a qualquer outro tipo de atividade vinculada ao desenvolvimento humano.

Tais dados representam apenas uma ínfima fração das evidências proporcionadas por, literalmente, milhares de estudos realizados em todos os continentes, por cientistas de dezenas de países, devidamente publicados na literatura científica internacional. Desafortunadamente, é raro que algum destes estudos ganhe repercussão na mídia, quase sempre mais inclinada à promoção de um alarmismo sensacionalista e desorientador.

2) A hipótese "antropogênica" é um desserviço à ciência:

A boa prática científica pressupõe a busca permanente de uma convergência entre hipóteses e evidências. Como a hipótese do aquecimento global antropogênico (AGA) não se fundamenta em evidências físicas observadas, a insistência na sua preservação representa um grande desserviço à ciência e à sua necessária colocação a serviço do progresso da humanidade.

A história registra numerosos exemplos dos efeitos nefastos do atrelamento da ciência a ideologias e outros interesses restritos. Nos países da antiga URSS, as ciências biológicas e agrícolas ainda se ressentem das consequências do atraso de décadas provocado pela sua subordinação aos ditames e à truculência de Trofim D. Lysenko, apoiado pelo ditador Josef Stálin e seus sucessores imediatos, que rejeitava a genética, mesmo diante dos avanços obtidos por cientistas de todo o mundo, inclusive na própria URSS, por considerá-la uma ciência "burguesa e antirrevolucionária". O empenho na imposição do AGA, sem as devidas evidências, equivale a uma versão atual do"lysenkoísmo", que tem custado caro à humanidade, em recursos humanos, técnicos e econômicos desperdiçados com um problema inexistente.

Ademais, ao conferir ao dióxido de carbono (CO2) e outros gases produzidos pelas atividades humanas o papel de principais protagonistas da dinâmica climática, a hipótese do AGA simplifica e distorce um processo extremamente complexo, no qual interagem fatores astrofísicos, atmosféricos, geológicos, geomorfológicos, oceânicos e biológicos, que a ciência apenas começa a entender em sua abrangência.

Um exemplo dos riscos dessa simplificação é a possibilidade real de que o período até a década de 2030 experimente um considerável resfriamento, em vez de aquecimento, devido ao efeito combinado de um período de baixa atividade solar e de uma fase de resfriamento do oceano Pacífico (Oscilação Decadal do Pacífico, ODP), em um cenário semelhante ao verificado entre 1947-1976. Vale observar que, naquele intervalo, o Brasil experimentou uma redução de 10-30% nas chuvas, o que acarretou problemas de abastecimento de água e geração elétrica, além de um aumento das geadas fortes, que muito contribuíram para erradicar o café no Paraná. Se tais condições se repetirem, o País poderá ter sérios problemas, inclusive, nas áreas de expansão da fronteira agrícola das regiões Centro-Oeste e Norte e na geração hidrelétrica (particularmente, considerando a proliferação de reservatórios "a fio d'água",impostos pelas restrições ambientais).

A propósito, o decantado limite de 2°C para a elevação das temperaturas, que, supostamente, não poderia ser superado e tem justificado todas as restrições propostas para os combustíveis fósseis, também não tem qualquer base científica: trata-se de uma criação "política" do físico Hans-Joachim Schellnhuber, assessor científico do governo alemão, como admitido por ele próprio, em uma entrevista à revista Der Spiegel (17/10/2010).

3) O alarmismo climático é contraproducente:

O alarmismo que tem caracterizado as discussões sobre as mudanças climáticas é extremamente prejudicial à atitude correta necessária frente a elas, que deve ser orientada pelo bom senso e pelo conceito de resiliência, em lugar de submeter as sociedades a restrições tecnológicas e econômicas absolutamente desnecessárias.

No caso, resiliência significa a flexibilidade das condições físicas de sobrevivência e funcionamento das sociedades, além da capacidade de resposta às emergências, permitindo-lhes reduzir a sua vulnerabilidade às oscilações climáticas e outros fenômenos naturais potencialmente perigosos. Tais requisitos incluem, por exemplo, a redundância de fontes alimentícias (inclusive a disponibilidade de sementes geneticamente modificadas para todas as condições climáticas), capacidade de armazenamento de alimentos, infraestrutura de transportes, energia e comunicações e outros fatores.

Portanto, o caminho mais racional e eficiente para aumentar a resiliência da humanidade, diante das mudanças climáticas inevitáveis, é a elevação geral dos seus níveis de desenvolvimento e progresso aos patamares permitidos pela ciência e pela tecnologia modernas.

Além disso, o alarmismo desvia as atenções das emergências e prioridades reais. Um exemplo é a indisponibilidade de sistemas de saneamento básico para mais da metade da população mundial, cujas consequências constituem, de longe, o principal problema ambiental do planeta. Outro é a falta de acesso à eletricidade, que atinge mais de 1,5 bilhão de pessoas, principalmente, na Ásia, África e América Latina.

No Brasil, sem mencionar o déficit de saneamento, grande parte dos recursos que têm sido alocados a programas vinculados às mudanças climáticas, segundo o enfoque da redução das emissões de carbono, teria uma destinação mais útil à sociedade se fossem empregados na correção de deficiências reais, como: a falta de um satélite meteorológico próprio (de que dispõem países como a China e a Índia); a ampliação e melhor distribuição territorial da rede de estações meteorológicas, inferior aos padrões recomendados pela Organização Meteorológica Mundial, para um território com as dimensões do brasileiro; o aumento do número de radares meteorológicos e a sua interligação aos sistemas de defesa civil; a consolidação de uma base nacional de dados climatológicos, agrupando os dados de todas as estações meteorológicas do País, muitos dos quais sequer foram digitalizados.

4) A "descarbonização" da economia é desnecessária e economicamente deletéria:

Uma vez que as emissões antropogênicas de carbono não provocam impactos verificáveis no clima global, toda a agenda da"descarbonização" da economia, ou "economia de baixo carbono", se torna desnecessária e contraproducente - sendo, na verdade, uma pseudo-solução para um problema inexistente. A insistência na sua preservação, por força da inércia do status quo, não implicará em qualquer efeito sobre o clima, mas tenderá a aprofundar os seus numerosos impactos negativos.

O principal deles é o encarecimento desnecessário das tarifas de energia e de uma série de atividades econômicas, em razão de: a) os pesados subsídios concedidos à exploração de fontes energéticas de baixa eficiência, como a eólica e solar - ademais, inaptas para a geração elétrica de base (e já em retração na União Europeia, que investiu fortemente nelas); b) a imposição de cotas e taxas vinculadas às emissões de carbono, como fizeram a Austrália, sob grande rejeição popular, e a União Europeia, para viabilizar o seu mercado de créditos de carbono; c) a imposição de medidas de captura e sequestro de carbono (CCS) a várias atividades.

Os principais beneficiários de tais medidas têm sido os fornecedores de equipamentos e serviços de CCS e os participantes dos intrinsecamente inúteis mercados de carbono, que não têm qualquer fundamento econômico real e se sustentam tão somente em uma demanda artificial criada sobre uma necessidade inexistente. Vale acrescentar que tais mercados têm se prestado a toda sorte de atividades fraudulentas, inclusive, no Brasil, onde autoridades federais investigam contratos de carbono ilegais envolvendo tribos indígenas, na Amazônia, e a criação irregular de áreas de proteção ambiental para tais finalidades escusas, no estado de São Paulo.

5) É preciso uma guinada para o futuro:

Pela primeira vez na história, a humanidade detém um acervo de conhecimentos e recursos físicos, técnicos e humanos, para prover a virtual totalidade das necessidades materiais de uma população ainda maior que a atual. Esta perspectiva viabiliza a possibilidade de se universalizar - de uma forma inteiramente sustentável - os níveis gerais de bem-estar usufruídos pelos países mais avançados, em termos de infraestrutura de água, saneamento, energia, transportes, comunicações, serviços de saúde e educação e outras conquistas da vida civilizada moderna. A despeito dos falaciosos argumentos contrários a tal perspectiva, os principais obstáculos à sua concretização, em menos de duas gerações, são mentais e políticos, e não físicos e ambientais.

Para tanto, o alarmismo ambientalista, em geral, e climático, em particular, terá que ser apeado do seu atual pedestal de privilégios imerecidos e substituído por uma estratégia que privilegie os princípios científicos, o bem comum e o bom senso.

A conferência Rio+20 poderá ser uma oportuna plataforma para essa necessária reorientação.

Kenitiro Suguio
Geólogo,Doutor em Geologia Professor Emérito do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (USP)
Membro titular da Academia Brasileira de Ciências

Luiz Carlos Baldicero Molion
Físico, Doutor em Meteorologia e Pós-doutor em Hidrologia de Florestas
Pesquisador Sênior (aposentado) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE)
Professor Associado da Universidade Federal de Alagoas (UFAL)

Fernando de Mello Gomide
Físico, Professor Titular (aposentado) do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA)
Co-autor do livro Philosophy of Science: Brief History (Amazon Books, 2010, com Marcelo Samuel Berman)

José Bueno Conti
Geógrafo, Doutor em Geografia Física e Livre-docente em Climatologia
Professor Titular do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP)
Autor do livro Clima e Meio Ambiente (Atual, 2011)

José Carlos Parente de Oliveira
Físico, Doutor em Física e Pós-doutor em Física da Atmosfera
Professor Associado (aposentado) da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)

Francisco Arthur Silva Vecchia
Engenheiro de Produção, Mestre em Arquitetura e Doutor em Geografia
Professor Associado do Departamento de Hidráulica e Saneamento da Escola de Engenharia de São Carlos (USP)
Diretor do Centro de Recursos Hídricos e Ecologia Aplicada (CRHEA)

Ricardo Augusto Felicio
Meteorologista, Mestre e Doutor em Climatologia
Professor do Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP)

Antonio Jaschke Machado
Meteorologista, Mestre e Doutor em Climatologia
Professor do Departamento de Geografia da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (UNESP)

João Wagner Alencar Castro
Geólogo, Mestre em Sedimentologia e Doutor em Geomorfologia
Professor Adjunto do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Chefe do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional / UFRJ

Helena Polivanov
Geóloga, Mestra em Geologia de Engenharia e Doutora em Geologia de Engenharia e Ambiental
Professora Associada do Departamento de Geologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

Gustavo Macedo de Mello Baptista
Geógrafo, Mestre em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos e Doutor em Geologia
Professor Adjunto do Instituto de Geociências da Universidade de Brasília (UnB)
Autor do livro Aquecimento Global: ciência ou religião? (Hinterlândia, 2009)

Paulo Cesar Soares
Geólogo, Doutor em Ciências e Livre-docente em Estratigrafia
Professor Titular da Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Gildo Magalhães dos Santos Filho
Engenheiro Eletrônico, Doutor em História Social e Livre-docente em História da Ciência e Tecnologia
Professor Associado do Departamento de História da Universidade de São Paulo (USP)

Paulo Cesar Martins Pereira de Azevedo Branco
Geólogo, Pesquisador em Geociências (B-Sênior) do Serviço Geológico do Brasil - CPRM
Especialista em Geoprocessamento e Modelagem Espacial de Dados em Geociências

Daniela de Souza Onça
Geógrafa, Mestra e Doutora em Climatologia
Professora da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Marcos José de Oliveira
Engenheiro Ambiental, Mestre em Engenharia Ambiental e Climatologia Aplicada
Doutorando em Geociências Aplicadas na Universidade de Brasília (UnB)

Geraldo Luís Saraiva Lino
Geólogo, coeditor do sítio Alerta em Rede
Autor do livro A fraude do aquecimento global: como um fenômeno natural foi convertido numa falsa emergência mundial (Capax Dei, 2009)

Maria Angélica Barreto Ramos
Geóloga, Pesquisadora em Geociências (Senior) do Serviço Geológico do Brasil - CPRM
Mestre em Geociências - Opção Geoquímica Ambiental e Especialista em Geoprocessamento e Modelagem Espacial de Dados em Geociências
Ex-Presidente da ABG (2006-2007)

Leia mais: http://diariodovale.uol.com.br/noticias/30,57324,Dezoito%20cientistas%20brasileiros%20questionam%20aquecimento%20global%20causado%20pelo%20homem.html#ixzz1vhIMl8tx


| Diário do Vale | 20/5/2012 |

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Mineração vai gerar mais de 4 mil empregos na Bahia

| Donaldson Gomes |A TARDE | Salvador, 01/05/2012 |

Nos próximos cinco anos, a indústria da mineração vai investir R$ 141 bilhões no Brasil. Com projetos em andamento para a produção de minério de ferro, cromita, vanádio, cobre e ouro, a Bahia será o destino de R$ 12,7 bilhões, de acordo com dados do Instituto Brasileiro da Mineração (Ibram), o que dá ao Estado uma participação de 9% no volume total previsto. Os investimentos devem gerar mais de 4,3 mil novos empregos durante as fases de operação das minas que devem entrar em atividade no Estado.

A atividade emprega mais de 165 mil trabalhadores nas minas espalhadas pelo Brasil. De acordo com um cálculo da Secretaria Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério das Minas e Energia (MME), cada emprego gera outros 13 diretos em diversas etapas da cadeia de transformação, como na operação logística e na indústria de transformação. O potencial da indústria brasileira de mineração e os entraves da atividade serão temas tratados no 2º Congresso Internacional de Direito Minerário, que será aberto nesta quarta, às 16h, no Hotel Pestana.

O desempenho baiano na atividade pode ser atribuído ao longo e continuado investimento na pesquisa geológica do subsolo, somada à decisão de oferecer à iniciativa privada áreas com potencial que o poder público não teria condições de aprofundar a pesquisa. De acordo com dados da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (Sicm), a Bahia tem atualmente 15 mil áreas sendo pesquisadas. Destas, 1,2 mil estão diretamente com a Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), empresa pública estadual.

“Nós tomamos a decisão de aproveitar o interesse da iniciativa privada na pesquisa porque se contássemos exclusivamente com os recursos públicos não teríamos como chegar a esse volume de pesquisas em andamento, que é a base para o desempenho que temos alcançado nos últimos anos”, explica o secretário James Correia. Ele diz que o efeito prático do elevado volume de pesquisas são as descobertas de novas minas, que tem se tornando constantes.

Segundo Correia, recentemente houve uma grande descoberta de potássio, matéria-prima para a produção de fertilizantes, na região do Recôncavo. “Não temos como dar mais detalhes, mas é uma descoberta grande”, diz. Outra descoberta pode ser anunciada hoje ao governador Jaques Wagner pelo empresário Olacir B. Moraes, da Itaoeste, que recentemente informou a descoberta de tálio na região de Barreiras.

"Ele quer informar o governador primeiro. O que nós já sabemos é que se trata de um mineral supernobre", adianta o secretário James Correia.

Mineração vai gerar mais de 4 mil empregos na Bahia
http://atarde.uol.com.br/economia/noticia.jsf?id=5833159&t=Mineracao+vai+gerar+mais+de+4+mil+empregos+na+Bahia